quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Estão matando a Diversidade!


Pense Diferente por Karla Lorena

  Diversidade_Humana_04

Uma noticia que vi na televisão, da morte do prisioneiro político cubano Orlando Zapata, me fez refletir. E o meu sentimento foi de nojo e repugnância ao ver o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, dizendo que “há problemas de direitos humanos no mundo inteiro”. E ainda culpam os EUA (Não estou livrando eles). E ele fala como se fosse a coisa mais normal do mundo.

E neste momento me fez lembrar vagarosamente de um dia em que estava com meus amigos numa roda de conversa, no qual uns dos assuntos foi o nacionalismo, que por sinal alguns de meus amigos defendia o nacionalismo. Eu ri. Defendendo o que? O que deveria ser de todos e não limitado a um grupo?  Sinceramente, nacionalismo, religião, política, limites geográficos, tudo isso e mais um pouco, que não me veio a cabeça agora, quando acompanhados de um sentimento egoísta e exclusivista eu diria egocêntrico, é injusto, é desigual, nada honesto com as outras pessoas.

E que relação tem a morte de Zapata com racismo? Com poder? Com injustiça?

Com política?… Toda, se você parar para analisar a situação.

É triste, o presidente Lula, idolatrando-os, os governantes da Venezuela e Cuba. Acho graça, ironicamente, uma desgraça.

Quero chamar atenção é de todo mundo. É de você que está lendo. É dos amigos. Se pudesse de todos os governantes.

Notável é a veracidade da obra de Hobbes que o homem vive e fomenta um perpétuo Estado de Guerra, inicialmente, há duvidas, porém, após uma análise geográfico-temporal verifica-se à genialidade do filósofo.

O homem é um ser em constante conflito e parece sobreviver e evoluir melhor quando fomenta uma catástrofe, afinal, exemplos não faltam: a sociedade norte-americana estava completamente falida no início da década de 30 do século 20, e o que aconteceu com menos de 20 anos transcorridos? Uma das nações mais ricas do globo.

O Japão terminou sua participação na Segunda Guerra Mundial com dois dolorosos genocídios: Hiroshima e Nagasaki, e como temos essa nação atualmente? Um proeminente e imperioso império econômico.

A França e a Alemanha, então, vivenciaram eventos reiterados, pois, sucumbiram e fora dizimados, praticamente, ao longo das duas grandes guerras, o saldo? Potências econômicas e lideranças dentro do bloco da União européia.

Não existe respeito algum sobre a diversidade dos povos e a prova foi a colonização, ou melhor, uma nova forma tida como civilizada de fomentar uma guerra, pois, o que temos hoje na África nada mais é do que um mapeamento geopolítico e geográfico seguido ai nos interesses essencialmente econômicos, sem a mínima consideração quanto à etnia, costumes, tradições, etc.

O saldo não poderia ser diferente: conflitos e milhares de mortes, já que povos diferentes são obrigados a conviver em limites territoriais impostos por forasteiros e, depois, os organismos internacionais ainda afirmam que os africanos são pessoas essencialmente primitivas e atrasadas, mas não teria sido o inteligente e sagaz homem branco que destruiu àquela cultura?

Claro, é muito mais simplista e fácil reduzir o problema de conflitos a um nível econômico, pois, assim, a conversa fica restrita a poucos protagonistas, aliás, os mesmos de sempre, que forçam e mobilizam os conflitos entre si, como forma de desenvolvimento.

Em Israel é impossível a convivência. Não conseguem viver com as diferenças dos outros. São vários povos de culturas diferentes vivendo perto, na mesma região, no mesmo país.

E como ser diferente? Num mundo ao qual a palavra de ordem é a guerra, não estariam esses países seguindo o mandamento da luta pela mantença da diversidade, ou seja, não podemos conviver em paz porque somos diferentes, numa clara manifestação que o importante é o conflito e não o respeito à diversidade dos povos.

Se a vontade dos governantes é lucrar com as constantes guerras seria muito mais sensato dizimar povos inteiros com o chulo pretexto de unificação das raças.

Todavia, restaria uma impossibilidade concreta ao propósito um plano de governo assim para qualquer nação, então, o discurso, sempre inflamado, é diferente, pois os líderes para contarem com a aprovação popular dizem aos seus pares que a guerra é uma forma de lutar pelo nacionalismo e pela unidade do país.

Claro que para a sobrevivência plena da nação o preço a ser pago é o extermínio do país inimigo, eis o caloroso e inflamado aplauso de seus habitantes (alienados), afinal, alguém luta pela unidade.

Quanta ilusão do povo…

Em verdade, os governantes lutam para enriquecerem seus próprios bolsos e refrearam o desejo de expansão do vizinho, numa clara demonstração de que o homem precisa da guerra, afinal, essa é a forma mais rápida de… subir na vida.

Enquanto isso, o que antes era diversidade agora é nomeado como problema, motivo da discórdia, o que outrora foram diferenças culturais, atualmente temos o nome de racismo e assim caminha a humanidade rumo ao colapso e caminhando firme e forte em busca de eliminar as diferenças.

Os governantes medíocres que erguem a bandeira dos direitos humanos são os mesmos que a mancham de sangue inocente em prol de um evolucionismo comercial.

De tal sorte, que poderemos todos nos encontrar no único lugar em que estaremos todos seguros e livres dos medos da guerra, local esse em que, enfim, a diversidade será respeitada, qual será? Um buraco negro, frio e profundo.

Sabe o que podemos tira disso? É que muitos estão sendo calados. E que vivemos como se não tivesse acontecendo nada. E constantemente fingimos que esta tudo bem e assim ficamos calados. Sabe por quê? O ser humano é hipócrita. Quantas vezes vejo a minha geração com pensamentos chulos, preguiçosos não gostam de pensar. E hora vejo aqueles que insistem em apontar e reprimir aqueles que são diferente. Que não fazem parte de seus costumes e suas culturas.

Que raiva me dá quando ouso alguém dizer que as pessoas que estão na miséria, são assim por que querem. (Tudo bem tem muitos casos que poderiam mudar de vida sim, mais têm outros que os problemas são diversos, é muito maior e vai alem do que se pode imaginar, mas não entrarei nesse assunto)

Que tal atitude é coisa de preto. (!?) É cumulo do absurdo mesmo.

O que eu, ou você pode fazer? Não concordar com isso!

Vamos não só sonhar com um dia mais justo para todos, mas vamos tentar fazer a nossa parte.

Se você é mãe/pai: Preocupe-se com seus filhos, com a educação deles.

Se você é amigo (a): Seja amigo (a).

Se você é marido: case-se de verdade.

Se você é vó, tio, sobrinha, prima entre outros, se preocupe sim com as pessoas que você ama.

E o mais importante. Se você é um ser humano: Não deixe seus semelhantes de lado. Mesmo que este seja diferente de você.

Um único sentimento é capaz de mudar muitas coisas: O amor.

Espero que meus filhos cresçam com muito amor. Que os seus também. E que eles se abracem toda vez que tiverem vontade.

Karla Lorena

diver

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1 Comentário

Anônimo disse...

Adorei seu artigo Karla

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